São Paulo, seu nome é esperança?

Antero Greco

25 de outubro de 2015 | 21h45

O São Paulo suou, penou, mas bateu o Coritiba por 2 a 1, neste domingo à tarde, no Couto Pereira. O resultado tem um aspecto prático, o de recolocá-lo no bolo dos que brigam pelo quarto lugar e uma vaga na fase preliminar da Libertadores, etc e tal. Está ali, com 50 pontos, grudado no Santos, assim como o Inter. O Sport tem 49, o Palmeiras 48 e a Ponte Preta 47.

Mas a vitória em Curitiba pode ter desdobramento positivo no duelo complicado com o Santos, na quarta-feira, pela semifinal da Copa do Brasil. Vá lá que a situação é delicada, depois dos 3 a 1 sofridos no Morumbi, e a vaga para a decisão anda distante.

No entanto, os jogadores ganharam fôlego e vencer sempre faz bem para a autoestima. E, mesmo que a missão na Vila Belmiro não represente reviravolta, também uma vitória simples pode ajudar nas seis rodadas finais na Série A.

A tarefa de Doriva não será fácil, como se viu pela dificuldade contra um adversário na zona de rebaixamento. Os gols vieram, um em cada tempo, com Alan Kardec e Pato, que podem formar uma parceria interessante, para 2016 e a depender do que rolará no clube.

O São Paulo teve o mérito de propor o jogo, pressionou o Coxa, criou chances. O problema está no fato de sofrer com a oscilação de alguns jogadores, o que tem sido constante em todo o campeonato. Doriva também mexe no sistema que Juan Carlos Osorio tentava impantar – e isso provoca confusão nos atletas. Fica a dúvida se era o momento de mudar muito ou de só fazer ajustes.

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