Seleção não esteve a mil no empate com a Colômbia

Antero Greco

15 de novembro de 2012 | 02h00

Era o jogo número 1000 da seleção brasileira, nas contas da CBF. Mas o time de Mano Menezes não esteve a mil, no empate por 1 a 1 com a Colômbia, na noite desta quarta-feira, em New Jersey. A apresentação nos Estados Unidos foi a penúltima do ano. Ainda falta um dos famigerados Superclássicos das Américas, contra a Argentina, na semana que vem.

Não foi um espetáculo o jogo com número tão especial. Mas também não foi um fiasco. Já vi partidas sonolentas e arrastadas da turma que veste a amarelinha. Até que desta vez não foi bem assim. O Brasil teve criou mais do que os colombianos, teve até bola na trave (Kaká, no primeiro tempo) e perdeu pênalti (Neymar mandou a bola pra fora do estádio). A vitória não teria sido resultado fora de propósito.

A iniciativa esteve, na maior parte das vezes, com a seleção. A Colômbia teve o mérito de segurar o ritmo, não se expôs em demasia, e ainda contou com algumas boas defesas de Ospina, em chutes de Kaká e Neymar. O astro santista fez o gol de empate, depois de Cuadrado ter deixado os colombianos na frente, e foi um dos destaques. Apesar de ter ficado aquém do que já mostrou sob o comando de Mano.

Não gostei de algumas escolhas do treinador. Castán improvisado na esquerda teve dificulades na marcação – e não alcançou Cuadrado no lance do gol. Thiago Neves, mais pelo lado esquerdo também, nem de longe foi o jogador dos melhores momentos do Flu. Talvez tenha sido o mais apagado em campo. Oscar também não foi exuberante.

Melhor enfrentar a Colômbia, um teste mais difícil, do que a sequência de babas que cruzaram o caminho da seleção, recentemente, como Iraque, China, ou adversários de segunda linha, como África do Sul e Japão. Pena que a efeméride (sempre pelas contas pouco elucidativas da CBF) tenha sido celebrada longe de casa. Casa?! Faz tempo que o Brasil deixou de ser a casa da seleção, que foi morar fora e só vem aqui esporadicamente para matar saudades.

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