Sempre há alguém que paga o pato…

Antero Greco

24 de outubro de 2013 | 02h48

A gente precisa de heróis e de vilões. É da vida. Eles servem para nos consolar de alguma maneira. No futebol, então, não faltam esses personagens em cada partida – da pelada de rua à decisão de Mundial, da final da Libertadores à briga na Série D. Sempre o Bem x Mal.

Pato é o foco da vez. Chutou errado o último pênalti da disputa com o Grêmio. Com a bola que o Dida segurou, o Grêmio venceu por 3 a 2 e segue adiante na Copa do Brasil. Depois de mais um 0 a 0 no tempo normal. O Corinthians sai e vê praticamente desaparecerem chances de disputar a Libertadores de 2014.

Pato errou, foi desatento, displicente, distraído, inconsequente. Sei lá, vi uns 20 adjetivos e outros tantos verbos para definir o que foi aquele chute, o que fechou a série de pênaltis. Pato foi cobrado, será pressionado, viverá momentos de aflição no Corinthians. Ele sabe. Sabe?

Se Pato tivesse marcado, haveria empate por 3 a 3 e a agonia seguiria, talvez com alegria alvinegra no final. Talvez, jamais se saberá. Talvez a cobrança recaísse sobre Danilo e Edenilson, que também não foram nada brilhantes nos respectivos chutes. Mas Pato errou por último – e esse é o erro que fica. E fica porque a torcida anda arisca com ele.

Mas Pato é o problema central do Corinthians? Ele é o responsável pelo futebol sonolento da equipe nos últimos tempos? Os incontáveis 0 a 0 são culpa do Pato? Onde foi parar o futebol dos campeões mundiais? Cadê os definidores, os jogadores experientes?

Ainda bem que o Pato foi sonso e falhou de maneira grotesca. Outros ficam aliviados, porque passa batida a parte que lhes cabe.

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