Sinal de alerta para o Santos na largada pelo tetra

Antero Greco

15 de fevereiro de 2012 | 22h04

Muricy Ramalho uma vez soltou uma frase que é repetida a todo momento (e acho que nem é dele): “A bola pune”. Pois foi o que aconteceu na noite desta quarta-feira em La Paz. O Santos teve muitas oportunidades para mandar o The Strongest para escanteio, saiu na frente, desperdiçou chances, cedeu empate e em cima da hora levou o gol da virada: 2 a 1, ruim para a estreia, num grupo que tem ainda outro brasileiro, o Internacional.

O campeão continental aparentemente fez o certo. Viajou para Santa Cruz de la Sierra com antecedência e chegou ao local do jogo, lá perto das nuvens, poucas horas antes da partida. Muricy mandou a campo o que tem de melhor – no meio colocou Ibson no lugar de Elano – e confiou no talento de seus jogadores. Com 9 minutos, ficou em vantagem, com Henrique, em cruzamento de Paulo Henrique Ganso.

Ótimo. Era o que se esperava para dar uma esfriada no anfitrião. Borges ainda teve oportunidade de aumentar aos 21, mas o goleiro Vaca defendeu. Os bolivianos empataram aos 33, com Cristaldo, na base da entrega e da boa vontade. Não era nada desastroso o resultado – arrancar igualdade no Hernan Siles não chega a ser constrangedor. Até a seleção brasileira já caiu na armadilha dos 3 mil e lá vai fumaça acima do nível do mar.

O segundo tempo foi uma festa para o Santos, depois de o The Strongest largar ainda na pressão. Aos poucos, o time local cedeu espaço e os contra-ataques brasileiros saíam. Em três momentos, pelo menos, os lances eram para fechar a conta. O primeiro, com Neymar chutando sem goleiro e a zaga salvando. Depois, com Elano mandando um tijolo no travessão, na entrada da área, aos 26 minutos. Mais adiante com Alan Kardec escorregando na frente de Vaca, sozinho, e sem aproveitar cruzamento de Neymar.

Esse tipo de moleza muitas vezes tem final conhecido. Não deu outra: o The Strongest pressionou, colecionou escanteios, arriscou chutes (Pablo Escobar deve estar com as duas pernas doloridas de tanto testar Rafael) e obteve a vitória em escanteio aos 46, que Ramalho mandou para o gol. Sinal amarelo para o Santos já na largada.

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