SP lava a alma contra o Botafogo

Antero Greco

29 de julho de 2017 | 20h41

Sabe aqueles momentos em que a gente está por baixo e precisa de um sinal, unzinho que seja, para mostrar que a vida é bela, que as coisas podem melhorar, que o mal não dura pra sempre? Pois é, esse momento especial apareceu para o São Paulo no final da tarde deste sábado. E veio na forma de vitória por 4 a 3 sobre o Botafogo, numa virada espetacular.

O resultado foi importante para tirar o tricolor da zona de rebaixamento – claro, a depender do que fizerem os outros concorrentes na conclusão da rodada. Mas, mais importante do que o alívio eventual, foi o sinal firme de que não demora a safar-se do fantasma do rebaixamento. Questão de tempo, e sobretudo de manter a pegada atual.

O São Paulo precisava de uma reação do gênero da que se viu no “Nilton Santos”. Com exagero, emoção, garra, persistência e com uma dose de sorte, ora. Por que não? Uma pitada de bons fluidos ajuda, e como!, quando se tenta sair do buraco. Enfim, a alegria surgiu com tudo a que tinha direito, e um pouco mais.

O jogo foi bom, para ambos os lados, por incrível que pareça. O Botafogo esteve melhor na primeira parte; o São Paulo não decepcionou na etapa inicial; porém, se superou na segunda. O time carioca abriu vantagem de 2 a 1, também de virada: Cueva marcou aos 17 e Marcos Vinicius descontou aos 19 e 23. Ainda teve um pênalti negado à turma da casa, nos minutos finais. Reclamação justa.

Dorival esperou um pouco para mexer no São Paulo no segundo tempo. Só arrumou a distribuição da equipe e deixou Hernanes mais solto para criar. A chance do empate veio com pênalti mal marcado e que Cueva cobrou nas mãos de Gatito Fernandes. A tragédia iria consolidar-se com o terceiro do Bota, com Guilherme, aos 23 minutos.

O São Paulo foi mudado. Saíram Petros, Marcinho, Pratto e entraram Marcos Guilherme, Wellington Nem e Gilberto. Jogo para frente, pra cima do Botafogo, na marra e com organização. Aos 39, o sofrimento diminuiu com Marcos Guilherme, o empate veio com Hernanes aos 41 e o improvável triunfo apareceu com Marcos Guilherme aos 46.

Encerramento de cinema, de sonho, de tirar qualquer um do sério. O São Paulo volta para casa com três pontos imprescindíveis (e quase dados como perdidos), com a esperança de dias melhores e de pontapé na crise. O Botafogo continua na parte de cima da tabela, com o gosto amargo de que acabou a veleidade de brigar pelo título.

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