SP volta ao “normal”, em duelo de goleiros

Antero Greco

18 de setembro de 2016 | 19h00

Não foi lá um grande jogo. Mas disputado com lealdade, toques velozes e intensidade. Times de dois técnicos capazes e criativos, que ainda não conseguiram fazer com que seus jogadores atuem com o máximo de eficiência, sem errar tantos passes.

Ainda assim, a vitória do Atlético Paranaense sobre o São Paulo, por 1 a 0, apresentou dois personagens beirando a perfeição: o Moicano da Camisa Doze e o Voador Azul.

Sim, os dois goleiros!

Weverton, merecidamente, mais uma vez chamado para a seleção brasileira. E Denis, o goleiro tricolor, que não conseguiu chegar à sua terceira vitória consecutiva.

Os dois fizeram a diferença no placar, porque mesmo sem ser uma partida cheia de oportunidades de gol, quando elas surgiram, os dois apareceram com destaque.

Mas alguém pode dizer: “O são-paulino tomou um gol”. Verdade, e com uma dose de falha.

Mas já chego lá.

Aos 12 minutos, Denis fez uma defesa colossal, em uma cabeçada de Thiago Heleno.

Aos 35 minutos, foi a vez do goleiro do Atlético Paranaense mostrar valor.

Num chute de Pablo, aos 36 minutos, Denis voou na Arena da Baixada.

E aos 39 minutos, em um chute de Cuevas, foi a vez de Weverton voar para espalmar a bola, que iria para o gol.

Se errassem menos passes, os dois times teriam criado muito mais situações de gol, mas a verdade é que por meio metro, ou até mesmo centímetros, bolas lançadas se perdiam nos pés adversários ou pela linha lateral. Uma questão de precisão ou de meias mais categorizados.

No segundo tempo, as chances foram menores ainda. E o jogo já não foi tão interessante.

Ainda assim, Denis fez defesa complicada em chute de Juninho. Bola rasteira e traiçoeira.

Na sequência aconteceu a substituição que pode ter determinado o placar do jogo: sentindo dores na coxa esquerda, o zagueiro Maicon deixou o campo. No lugar dele entrou Lyanco.

Dois minutos depois, escanteio para o Furacão, a bola desviou em Michel Bastos e fez uma curva. Denis escorregou, ao tentar cortar a trajetória quando ela caía, e não conseguiu. Rodrigo Caio também não impediu a passagem da bola, que chegou até o atacante Pablo. Com o peito, tocou para o gol.

“Foi um pecado eu ter escorregado”, admitiu o Voador Azul.

Talvez tenha sido mesmo para os são-paulinos, que caíram para a 12.ª posição.

Para Pablo foi o quinto gol no campeonato. Resultado que levou o time do Moicano da Camisa Doze para o 7.º lugar, agora com 39 pontos ganhos.

 

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