SP, weakest ou strongest em La Paz?

Antero Greco

17 de abril de 2016 | 22h48

Que me desculpem os são-paulinos e os brasileiros cultos que se expressam em inglês. Mas o duelo de quinta-feira pela Libertadores vai juntar The Strongest contra o tricolor mais fraco dos últimos tempos, na altitude de La Paz.

O torcedor pode dizer que é possível empatar com os bolivianos e trazer a classificação para a segunda fase da competição. Concordo. E o bom aluno de inglês pode até falar que The Weakest não se aplica como “o mais fraco” para o São Paulo – embora seja o mais instável dos grandes no Paulista.

Um time que ataca com Kelvin e Alan Kardec e Centuriòn não pode almejar grande coisa. E isso ficou evidente na derrota por 4 a 1 para o Audax, neste domingo, em Osasco.

O time dirigido por Fernando Diniz toca a bola com eficiência, envolve o adversário, ataca na hora certa e teve Ytalo inspirado. Mas o São Paulo de Edgardo Bauza tem Ganso e Calleri. E do altíssimo nível é só. Calleri, aliás, deixou mais uma vez a marca no gol adversário.

Alguns outros jogadores talvez ainda vinguem, amadureçam e possam se tornar dignos de vestir a camisa tricolor. Mas a defesa é um queijo suíço e parece que desta vez nem o ídolo Lugano vai dar jeito. A realidade para Bauza aponta alto risco na Libertadores e futuro nebuloso no Brasileiro.

E se tudo que escrevi virar de ponta cabeça em La Paz e o São Paulo voltar com a classificação?

Bem, aí é porque o The Weakest virou novamente o “Clube da Fé”… e estamos conversados.

(Com participação de Roberto Salim.)

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