Sport x Santa Cruz, jogo para ser lembrado sempre

Antero Greco

11 de setembro de 2016 | 19h42

Sensações, após o clássico pernambucano, na tarde deste domingo, em Recife: o Sport, com 30 pontos, aumenta a chance de permanecer na Série A. O Santa Cruz, com 20, pode preparar-se para mais uma Série B, em 2017.

Uma constatação: foi a partida mais empolgante do Brasileiro até agora. Clássico de enfartar, de provocar emoção até para quem não torce para nenhum dos dois. Uma enxurrada de gols,  mudanças bruscas no marcador. Para quem gosta de futebol como diversão, prato cheio.

Ah, mas a parte técnica não foi grande coisa, pois prevaleceu o nervosismo. Sem contar que são dois times ameaçados.

Ora, e para que ligar para esse tipo de pormenor? Futebol não é ciência nem espetáculo para se assistir passivamente. Quanto mais vibração, tanto melhor. E como teve neste jogo!

Curioso que o primeiro tempo foi “normal”, dentro do protocolo. Keno abriu o placar para o Santinha, aos 4, e ficou nisso. Marcação aplicada de lado a lado.

Na segunda etapa, houve de tudo. Para começar, o segundo gol do Santa, com João Paulo aos 6. Mas Durval, aos 8, diminuiu e acordou o Sport. Que empatou aos 25 com Rodney.

Acomodação? De forma alguma. No minuto seguinte, Bruno Moraes colocou o Santa de novo na frente. Se bem que Ruiz, aos 35, empatou.

Quando parecia que a coisa se arrastaria, vieram os vermelhos para Diego Souza e Derley lá pelos 40 minutos.

E pegou fogo de vez com os dois gols restantes do Sport, com Vinicius Araújo aos 44 e Everton Felipe aos 46.

Jogo inesquecível, para alimentar infinitas discussões de boteco.

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