Santos ressurge e o Coxa desce a rampa

Antero Greco

08 Agosto 2015 | 23h37

O placar de Santos 3 x Coritiba 0 foi correto e demonstração da diferença das duas equipes. O que se viu, no final da noite deste sábado, na Vila Belmiro, foram times com tendências diversas no Brasileiro. O campeão paulista respira, ressurge, aos poucos se afasta da zona de maior perigo. Já o vice-campeão paranaense se afunda no pé da tabela de classificação, vê aumentar o fantasma do rebaixamento. E, pior, sem mostrar potencial para reagir.

O Santos mandou no jogo, sem que isso signifique que tenha sido impecável. Há oscilação, e Dorival Júnior sabe. No entanto, à medida que os resultados aparecem, diminuiu a insegurança dos jogadores, aumenta a autoestima e, por extensão, o futebol melhora. Essa mudança de postura prevaleceu contra o Coxa, que sentiu o novo golpe.

O Coritiba até tratou de conter o Santos, mesmo à custa de marcação forte, algumas divididas duras e acúmulo de cartões amarelos. Sem a contrapartida de aproveitar um contra-ataque, uma jogada que pudesse empurrar pressão para os santistas. Nada, foi apático, inerte.

E a situação piorou com os dois gols antes do intervalo – Geuvânio aos 19 e Ivan contra aos 43 minutos do primeiro tempo. No segundo, o Santos só teve o trabalho de não permitir qualquer sinal de resistência do Coritiba e, para garantir o nocaute, Ricardo Oliveira fechou a conta aos 14 minutos. Tem 10 gols, é o artilheiro do Campeonato.

O Santos resgata Lucas Lima, Geuvânio, o experiente Renato e ajusta a defesa. O Coritiba se mostra cada vez mais descompensado. Com 12 pontos, a preocupação começa a se transformar em desespero antes mesmo da virada de turno.