São Marcos baixou em Prass em Itaquera

Antero Greco

19 de abril de 2015 | 18h59

O torcedor do Palmeiras não esquece dos milagres de Marcos em cobranças de pênaltis. Sobretudo em decisões com o Corinthians. Pois o “espírito” do ex-goleiro baixou em Prass, na tarde deste domingo, em Itaquera, e justamente contra o adversário preferido. O capitão pegou dois pênaltis e garantiu a equipe na final do Campeonato Paulista, após empate por 2 a 2 no tempo normal.

O dérbi paulista foi muito bom, pela postura das duas equipes. O Palmeiras arriscou tudo no clássico que definiria o rumo do planejamento no primeiro semestre, enquanto o Corinthians poupou-se um pouco, já que tem Libertadores no meio da semana. (Tite deixou Renato Augusto e Elias na reserva. Eles entrarm no segundo tempo.) Mesmo assim, houve equilíbrio, com marcação inteligente de ambos os lados.

A alegria inicial ficou para o Palmeiras, com o gol de Vítor Ramos, consequência de pressão pedida por Oswaldo de Oliveira. O mérito alvinegro foi o de reagir em seguida – e o fez de maneira eficiente. Primeiro, com o empate com Danilo (que começou como titular no lugar de Renato Augusto). Depois, com a virada, que veio em chute de longe de Mendoza.

O destino da semifinal parece definido, se Oswaldo não fosse ousado a tirar Lucas no intervalo para colocar Cleiton Xavier. Além disso, com poucos de segundo tempo, pôs Kelvin na vaga de Wellington e Gabriel Jesus no lugar de Valdivia. O Palmeiras melhorou, pressionou e empatou com Rafael Marques. Antes, Dudu tinha mandado bola na trave.

Os minutos finais foram intensos, com oportunidade para os dois lados. A escolha daquele que sobraria foi para os pênaltis. Robinho errou o primeiro para o Palmeiras e Elias desperdiçou o último do Corinthians, em defesa de Prass. Nas cobranças alternadas, Petros tocou no canto esquerdo, mas Prass saltou para fazer a defesa definitiva.

O Corinthians manteve invencibilidade no Itaquerão, mas ficou fora da disputa do título. Prass saiu de campo como o herói do fim de tarde.

Em tempo: desnecessária e gratuita a reação da PM, que impediu com violência que jogadores do Palmeiras comemorassem a classificação com a torcida. Não precisava disso.