SP renasce em Fortaleza

Antero Greco

26 Agosto 2015 | 22h37

A turma do São Paulo andava meio cabisbaixo, após três derrotas consecutivas e muito diz que diz em torno do futuro de jogadores e até do técnico Juan Carlos Osorio. Foi para Fortaleza com a séria possibilidade de ficar fora da Copa do Brasil, após a tropeçada em casa diante do Ceará, uma semana atrás (2 a 1). Enfim, o clima não era dos melhores.

Após o jogo, porém, o tricolor voltou a respirar aliviado: fez 3 a 0, afastou a ameaça de ver a crise aumentada e continua na rota de ao menos um título – e, no caso, inédito. Venceu porque foi melhor do que o rival cearense, que tinha a vantagem de jogar  pelo empate ou de perder por 1 a 0 e ainda assim parecia que estava por baixo, tão nervoso jogou.

E a intranquilidade foi decisiva para atrapalhar a proeza do Ceará: primeiro, por desperdiçar clara chance de gol, com Fabinho, quando ainda havia o 0 a 0. Depois, com a expulsão de Wellington e, depois, com o pênalti, que Rogério Ceni cobrou para abrir o marcador.

As escorregadas na fase inicial influíram no destino do Ceará, que até voltou mais disposto, depois do intervalo, mas não suportou o ritmo são-paulino e tomou outros gols, com Thiago Mendes e Alexandre Pato (que nunca esteve tão regular no Morumbi quanto agora). Não teve forças sequer para o gol de honra.

O São Paulo não fez uma exibição de gala. Tampouco foi inseguro como em outras ocasiões. Ainda precisa de ajustes, em todos os setores. Mas conseguiu o mais importante: acalmar o ambiente, baixar a poeira.