SP segue roteiro de Série B

Antero Greco

09 de setembro de 2017 | 21h31

É duro admitir, mas o São Paulo segue roteiro de Série B. O que acontece com ele é filme velho, repetido, visto anteriormente com outros grandes times nacionais. Com desfecho sofrido e invariável.

Os personagens e episódios são conhecidos: elenco bom, embora supervalorizado e que não rende o que se espera dele. Saída de jogadores durante a temporada, oscilação no desempenho e trocas de técnico. A isso se somam os tropeços em casa e o retrospecto ruim como visitante. Então, bate o desespero. Vem a queda.

Em certas ocasiões, ocorre o milagre da salvação em cima da hora. Aquela reviravolta sonhada, que transforma vilões em heróis. Como aconteceu anos atrás com o Fluminense.

E, pelo visto, é nisso que passarão a apostar os tricolores nas 15 rodadas restantes. Além de torcerem para que os diversos concorrentes da parte de baixo da classificação não deslanchem. Ou seja, uma combinação improvável, mas não impossível, de boas notícias.

Outra vez o São Paulo ficou no quase. No jogo com a Ponte Preta, na noite deste sábado, o time de Dorival Júnior não foi bem. Teve dificuldade para criar, chutou pouco a gol, no primeiro tempo, mas ainda festejou vantagem, com cobrança de falta perfeita de Hernanes. Ele mais uma vez. Sempre o Profeta, a estrela solitária da companhia.

No segundo, as coisas melhoraram, com o gol de Bruno aos 11 minutos. Alívio, festa para os 43 mil torcedores no estádio. A confiança de que por algumas horas a zona de rebaixamento ficaria para trás. A Ponte dava a impressão de estar perdida.

O pesadelo visto em outros jogos apareceu aos 19, com pênalti de Jucilei, que tomou cartão vermelho, a cobrança de Danilo e o gol. A síndrome do pânico tomo conta do São Paulo e fez estrago aos 30, com o empate em lance de Leo Gamalho. E foi a Macaca quem teve chance de virar, em outras duas boas jogadas.

O São Paulo ruiu ao ficar com um a menos e ao ceder a igualdade. Sobressaiu o nervosismo, os erros vieram à tona, se acumularam passes errados. A bola queimava os pés dos jogadores.

As duas semanas de treinamentos não serviram para nada. Ou melhor: serviram para mostrar que, além de limitação técnica, o São Paulo está mal da cabeça. O psicológico parece lá embaixo, como a pontuação na tabela.

Dias tensos no Morumbi.

 

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