SP x Atlético: cartões amarelos e alerta

Antero Greco

12 de maio de 2016 | 00h38

O público foi de show. O espetáculo foi pobre.

O São Paulo ganhou do Atlético Mineiro por 1 a 0, com festival de cartões amarelos e alerta vermelho: a queda da grade de proteção de um dos pontos do superlotado estádio do Morumbi, próximo ao campo, ferindo vários torcedores.

A cena aconteceu justo no único momento de alegria da torcida são-paulina, na hora do gol de Michel Bastos.

É preciso apurar direito os fatos, porque não se pode expor o público a acidente destes, principalmente numa partida em que 61.297 pessoas pagaram ingresso. O torcedor merece respeito e conforto.

E, se possível, um futebol de primeira linha. Mas isso não ocorreu; ao contrário.

É difícil entender como duas equipes treinadas por técnicos do porte de Edgardo Bauza e Diego Aguirre, de reconhecida competência, se exibam tão mal, errem tantos passes, não construíam uma jogada completa e ainda se perdem em pontapés e agressões estúpidas.

Aos 2 minutos os jogadores já se estranhavam em campo.

No primeiro tempo todo, a única jogada digna de clássico do tamanho de São Paulo x Atlético, valendo vaga na semifinal da Libertadores, aconteceu quando Patric deu chapéu no adversário e tocou com perfeição para Lucas Pratto concluir para o gol. Acontece que o artilheiro atleticano estava impedido e o árbitro colombiano Wilmar Roldan acertou na marcação. E o Galo teve baixa importante, com a contusão de Robinho.

No segundo tempo, novamente aos dois minutos, o tempo esquentou com uma pancada de Leandro Donizete em Paulo Henrique Ganso. Parecia que o espetáculo de UFC iria continuar no Morumbi. Aos 17 minutos, Michel Bastos substituiu Kelvin. E, aos 34, de cabeça, fez o gol da vitória, após cruzamento de Wesley em cobrança de falta.

O que era para ser o grande e único momento de festa quase se transformou em tragédia, com a queda da grade na comemoração da torcida.

A noite não tinha mesmo a bênção dos deuses do futebol.

Que o segundo jogo, na semana que vem em Belo Horizonte, seja um jogo de verdade, com respeito total ao torcedor: dentro e fora do campo.

(Com participação de Roberto Salim.)

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