Sport retoma rumo certo e breca Tricolor

Antero Greco

19 de julho de 2015 | 20h39

Alguma surpresa com o resultado do jogo na Arena Pernambuco? Nenhuma. A vitória do Sport por 2 a 0 sobre o São Paulo foi lógica e natural. Teria sido até maior, se não fosse erro de arbitragem, que deu pênalti, acertadamente, para em seguida errar e marcar falta. Da mesma forma, não seria zebra um empate ou até se o time paulista vencesse; ambos estavam em situação semelhante.

A diferença está no astral de cada um. O Sport é equilibrado, tem “boa cabeça”, em função do trabalho longo, competente e continuado de Eduardo Baptista. O Leão sabe o que quer em campo, busca objetivos, mantém invencibilidade, justa e enorme, em casa. O São Paulo vai aos solavancos, uma hora acerta (como nas últimas rodadas), em outra pisa na bola. Oscila, não dá ideia de qual rumo finalmente irá tomar.

Essas posturas distintas prevaleceram na tarde deste domingo. Numa partida muito legal, é bom frisar. Sport e São Paulo procuraram o gol, foram à frente, criaram oportunidades, não levaram monotonia para o torcedor que lotou o estádio. E, de novo, as sutilezas na definição: os rubro-negros foram precisos nas estocadas (com os gols de Élber e Ferrugem, um em cada tempo); os tricolores se enroscaram no momento de arrematar as jogadas que criavam.

Juan Carlos Osorio inovou outra vez, ao optar por formação com três zagueiros e ao começar com Pato e Centurión à frente. Ele deixou Luis Fabiano no banco, como outro indício de que se prepara para perdê-lo de vez. O São Paulo se expôs porque os alas avançaram menos do que o planejado e o meio-campo do Sport se impôs. Se deu bem que aproveitou as oportunidades.

Mas o São Paulo deu sinais preocupantes da gangorra técnica e emocional em que se encontra. Ganso, Luis Fabiano e Osorio foram expulsos na parte final do jogo. Considerou exageradas as atitudes contra o meia e o treinador. Já a do centroavante foi correta, pois ele deu pontapé por trás, sem necessidade e por cabeça quente. Parece ter decretado o fim de linha no Morumbi.

O São Paulo não está fora da corrida por título ou vaga na Libertadores. Ainda tem cacife para encostar, desde que se controle em todos os sentidos. O Sport recuperou o fôlego e mostra competência para ficar entre os primeiros; que não se desgaste com a maratona até dezembro.

 

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