Sport se firma na frente e o Vasco dá dó

Antero Greco

20 de junho de 2015 | 22h23

O jogo que Sport e Vasco fizeram à tarde, em Recife, provocou sentimentos distintos, ao menos para quem tem neutralidade. O time pernambucano arranca sorrisos, pela forma simples e honesta como se comporta. A equipe carioca causa dó, pena. Ou melhor, constrangimento. Impressionante como se mostra limitada, tensa, amedrontada e sem reação. Natural perder por 2 a 1.

Já escrevi aqui que é cedo para cravar que este ou aquele será campeão, assim como não tem como carimbar que tal ou qual não tem mais salvação. A Série A brasileira anda tão estranha e confusa que muita água vai rolar até que surjam definições. Isso lá pelo segundo turno, apenas.

O que vemos são tendências – e duas falaram “presente!” na Arena Pernambuco. Hoje, o Sport faz por merecer elogios e a posição em que se encontra. Se mantiver o ritmo, lutará por título ou, em hipótese mais contida, por vaga na Libertadores. Eduardo Baptista mantém o grupo em constante alerta, equilibrou defesa, meio-campo e ataque, agora com André, uma eterna promessa.

A outra tendência aperta o coração de quem admira o Vasco. A equipe que Doriva moldava com relativa tranquilidade e levantou a taça no Estadual do Rio se desmancha, se dissolve como leite em pó. A ascensão gradual, os sinais de que encorparia durante o Brasileiro, evaporaram. A cada tropeço, se percebe que os jogadores têm medo de errar e, por isso mesmo, erram demais.

O quadro sereno de um lado e trágico de outro pintou com tudo neste sábado. O Sport saiu na frente com André, cedeu o empate antes do intervalo, mas sempre com domínio da situação se garantiu aos 36 do segundo tempo com Wendell. São cinco vitórias e três empates. O oposto exato do Vasco, com cinco derrotas e três empates.

Tem tempo demais, claro, mas o fantasma da Série B volta a rondar São Januário. E uma dúvida: até quando resistirá Doriva?