São Paulo x Figueira, a lógica e a ironia

Antero Greco

28 Novembro 2015 | 22h17

O futebol tem cada ironia que não é mole. O São Paulo de novo teve meia boca, sofreu um bocado e ainda assim conseguiu vencer. Em cima da hora, no laço, a fórceps, fez 3 a 2 no Figueirense, na tarde deste sábado, e está muito perto de garantir-se na Libertadores do ano que vem. E o time catarinense, que ficou próximo da salvação, empacou nos 40 pontos e corre risco grande de cair para a Segunda Divisão.

Haja ansiedade para os dois lados na rodada final – o São Paulo visita o Goiás (que pode até estar rebaixado) e o Figueirense joga em casa com o Fluminense, muito provavelmente com a obrigação de ganhar para manter-se na Série A, e a depender de combinação favorável de resultados. Ou seja, ambos têm o que disputar no que resta de campeonato.

O jogo disputado no Morumbi mostrou o quanto a sorte favorece a turma tricolor. Mesmo com desempenho instável ao longo do ano, apesar da bagunça administrativa e da constante troca de comando, se segura no G-4 e não depende de mais ninguém para planejar 2016 na América. Vai entender. E o Figueirense, que empolgou em determinado momento, despencou sem dó.

Um e outro viveu expectativa e angústia na partida. O São Paulo saiu na frente com Luís Fabiano, emocionado pela despedida diante da torcida. Mas voltou a cometer erros e levou a virada, com os gols de Clayton ainda no primeiro tempo e Carlos Alberto aos 30 do segundo.

Quando as vaias e os xingamentos incomodavam os são-paulinis, a reviravolta, com Alan Kardec aos 45 e um chutaço da intermediária de Thiago Mendes aos 48. A glória para o São Paulo, o limbo para o Figueirense. O placar mostrou o quê? Que nenhuma das duas equipes é confiável. Só que uma está na parte de cima, contrariando a lógica, e outra na parte de baixo – neste caso confirmando a lógica.