Tricolor joga fora mais de R$ 1 mi por Kieza

Antero Greco

14 de março de 2016 | 18h15

Contratações nem sempre dão certo. Fora os craques de verdade – e olhe lá! -, a maioria é investimento de risco, cujo desdobramento não se consegue calcular de antemão. O clube compra o jogador e torce para que tudo saia bem dentro de campo.

Mas até para a incerteza há limite.

O São Paulo acaba de levar chapéu tremendo de Kieza. O moço desembarcou no Morumbi há menos de dois meses, ao custo de R$ 4 milhões, pagos em prestações. Chegou e já lhe deram a 9, para mostrar que seria o substituto de Luís Fabiano.

Cheio de pompa, Kieza – ou Welker Marçal de Almeida – afirmou que pegava a oportunidade para brilhar, fazer história e os lugares-comuns de sempre. Vinha precedido por desempenho eficiente no Bahia no ano passado. Enfim, era uma das esperanças para a temporada de 2016.

Veja só! Kieza recebeu tratamento vip. Pelo visto, acreditou, se incomodou com a reserva de Calleri e Kardec, não quis ser relacionado para o clássico com o Palmeiras e agora vai embora.

Assim, do nada, o São Paulo jogou pela janela no mínimo R$ 1,2 milhão pagos como entrada para um desses clubes chineses abarrotados de boleiros brasileiros.

Kieza não disse ao que veio e sai sem deixar saudade. Ou melhor, deixa os cofres tricolores mais vazios. E, como perguntar não ofende: quem teve a brilhante ideia de contratá-lo assume responsabilidade? Como o São Paulo aposta em um jogador sem ter referências sólidas a respeito dele? Sobre temperamento também, não apenas sobre o futebol. (Que, bom frisar, sempre foi bem mediano.)

Por essas e por outras, os títulos escasseiam desde 2008…

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