Tarde de Robinho

Antero Greco

22 de fevereiro de 2015 | 20h04

Há jogos em que não cabe discussão em torno de quem foi o melhor. Caso do clássico em que o Santos bateu a Lusa por 3 a 1 no meio da tarde, no Pacaembu. O destaque, o astro foi Robinho. O rapaz jogou demais, fez dois gols, cavou pênalti e ainda deu passe para o gol de Cicinho. Enfim, resolveu o desafio e garantiu três pontos para o time dele.

Todas as proezas de Robinho foram no primeiro tempo. Ele esteve encapetado desde o início, com dribles, passes, arrancadas, chutes a gol, movimentação intensa. Coisas que há algum tempo não fazia. Principalmente gol: o jejum durou três meses e acabou com um aos 17 minutos e outro de pênalti (mal marcado sobre ele) aos 32. Aos 40, levantou a bola sob medida para Cicinho completar de cabeça.

O Santos e Robinho diminuíram o ritmo no segundo tempo. A vantagem era grande, impiedosa como o sol em São Paulo (32 graus e já sem horário de verão). Não valia a pena esforço adicional. A Lusa, frágil e com poucos recursos, ainda diminuiu, só para constar, com Jean Motta aos 44 do segundo tempo. Precisou também superar a expulsão de Alex Lima.

Robinho foi substituído por Gabriel na metade do segundo porque não teve pernas. Saiu aplaudido pelo bom público (mais de 12 mil pagantes) que esteve no Pacaembu. Ok, não brilhou sozinho. Teve como excelentes coadjuvantes Lucas Lima, Lucas Otávio e Geuvânio.

É um Santos que se ajusta no Paulista, depois do vendaval de saídas no início de 2015.

 

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