Temporal “Santos” derruba o São Paulo

Antero Greco

22 de outubro de 2015 | 02h47

Choveu um bocado no Morumbi, na hora do clássico paulista na noite desta quarta-feira, pela semifinal da Copa do Brasil. Mas o temporal que de fato desabou sobre o São Paulo se chama “Santos” e deixou, como consequência, o placar de 3 a 1. A vaga para a decisão foi muito bem encaminhada por Dorival Júnior e seus rapazes.

Não foi o São Paulo quem perdeu; diria que teve isso “também”. Na verdade, foi o Santos que novamente deu lição de bom futebol, de simplicidade e eficiência pra cima de um rival desnorteado. O que se viu foi outra demonstração de um grupo desacreditado, em certo momento da temporada, que ressurgiu, encorpou e desembestou na reta final.

O Santos que parecia murcho, após a conquista do título paulista, está revigorado. Não é por acaso que veio subindo, subindo, subindo na classificação do Brasileiro e hoje está em quarto lugar. Não é por coincidência que superou obstáculos, na Copa do Brasil, e agora está a meio metro da final.

Marquinhos Gabriel, Gabriel, Ricardo Oliveira e grande companhia desmontaram qualquer pretensão tricolor de abrir vantagem em casa e segurar a onda na Vila Belmiro, dentro de uma semana. O Santos acabou com a ilusão são-paulina justamente com a participação do trio acima.

Gabigol abriu a conta aos 15 do primeiro tempo, Ricardo Oliveira aumentou no primeiro minuto do segundo tempo e Marquinhos Gabriel fez o terceiro aos quatro minutos. O gol de Pato (empate) aos 26 da etapa inicial só deu a ilusão de que o trauma pudesse ser menor.

O São Paulo deve amargar outro ano de jejum – desde 2008 só ganhou a Copa Sul-Americana (2012) e nada mais – e deve colocar a frustração na conta do empobrecimento que teve nos bastidores. O que acontece em campo infelizmente é reflexo do apequenamento da mentalidade da cartolagem.

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