Tinha um são Marcos no caminho corintiano…

Antero Greco

27 de agosto de 2017 | 00h46

Pura coincidência, nada além disso. E serve apenas como gozação. Mas justo no dia em que o Palmeiras comemorava 103 anos, não é que aparece um Marcos para travar a vida do Corinthians?! Pois foi um xará do ex-ídolo verde que ajudou o líder a sofrer a segunda derrota no Brasileiro, com o 1 a 0 para o Atlético-GO neste sábado, em Itaquera.

O responsável pela proeza foi o terceiro goleiro do lanterna, que entrou em campo porque Felipe rescindiu contrato e Kléver foi vetado. E esse “são Marcos” pegou tudo e mais um pouco. Não fosse por ele, no mínimo o Corinthians conseguia empate.

Ok, esse foi um aspecto dentre vários que levaram a outro tropeço alvinegro. O Corinthians não fez partida instável, ao contrário daquelas contra Vitória (derrota em casa) e Chapecoense (vitória, fora, em cima da hora).

Mesmo com diversas alterações, até criou muitas oportunidades, merecia melhor sorte e provou, de novo, do veneno que costuma usar: fechar-se bem e usar contragolpe de maneira fatal. Pois da mesma forma que o Vitória uma semana atrás, em Itaquera, o Atlético-GO soube resistir à pressão, não se afobou, contou com um golpe de fortuna, no gol de Gilvan, no início do segundo tempo. Antes, Marcos já brilhava. Dali em diante, foi fenomenal.

O Corinthians mantém folgada vantagem sobre os demais perseguidores. No entanto, duas derrotas e uma vitória no sufoco o tornaram mais real. Aquele do aproveitamento estupendo no primeiro turno estava muito acima da normalidade, impossível manter em torno de 80% de aproveitamento. Nem esquadrões recheados de craques conseguem.

Agora, com três rodadas na parte de volta tem mais pés no chão. Nada, porém, que sinalize pânico, intranquilidade ou medo. As escorregadas servem de advertência e podem ser úteis se as lições forem entendidas. Por exemplo: o excesso de cruzamentos para a área. Um quesito que, em muitos casos, representa nervosismo, algo que o Corinthians não tinha. E precisa tomar cuidado para não ter.

O toque de bola envolvente, a troca de passes, a paciência, a atenção defensiva funcionaram muito bem em 19 rodadas. Serviram como modelo para outros rivais. Não podem ser abandonados agora. Boa oportunidade para Fábio Carille tocar no tema com sua tropa.

Outra questão: os que vêm atrás do Corinthians saberão aproveitar essa outra brecha? Ou vão negar fogo, como fizeram Grêmio, Santos, Palmeiras, Sport na rodada anterior?

A conferir.

 

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