Torcida comparece e Palmeiras dá uma respirada

Antero Greco

07 de setembro de 2012 | 01h02

O Palmeiras pediu apoio da torcida, baixou preço dos ingressos e marcou o jogo com o Sport para o Pacaembu. O fã deu a resposta: mais de 30 mil foram ao estádio municipal, e o mais querido da cidade, na noite desta quinta-feira, para apoiar o time na tentativa de iniciar a fuga do rebaixamento. Deu certo: o povo incentivou nas arquibancadas e dentro de campo o time correspondeu, com a vitória por 3 a 1 sobre um rival também em situação delicada.

Na prática, não mudou muito a vida de Palmeiras e Sport. Ambos permanecem no bloco da ribanceira – os paulistas com 20 pontos, contra 18 dos pernambucanos. À frente, ainda de Figueirense e Atlético-GO, mas atrás do Coritiba (22 pontos e com técnico demitido). Precisam esforçar-se bastante para reverter a tendência negativa.

Para o  Palmeiras, porém, o resultado teve aspecto psicológico importante. Se tivesse perdido, não estaria condenado (ainda) à Série B de 2013. Afinal, restam 16 rodadas até o término da competição. Mas o ânimo estaria pra lá de abalado. Ficaria a meio passo da lanterna e a pressão cresceria. A turma de Felipão deu uma respirada até o jogo com o Atlético-MG, no final de semana, em Belo Horizonte. Complicado, porém…

Porém, a dificuldade maior foi na primeira etapa. O Palmeiras pressionou, criou algumas chances (a melhor delas numa bola que Obina mandou na trave) e não saiu do zero. O placar foi destravado no começo da etapa final, com Correa, que mandou chute rasteiro, de fora da área, que o bom  Magrão aceitou. Frango, um escorregão ao qual goleiros estão sujeitos.

O Sport foi à luta e empatou com um golaço do ex-palestrino Rivaldo. Mal teve tempo de respirar e levou o segundo, de Tiago Real, que chegou no outro dia, entrou e já se sente à vontade no time. Foi destaque no jogo. Para consolidar a reação, Obina ampliou. Com 3 a 1, o Palmeiras acalmou, deu um suspiro de alívio e esperou o tempo passar. Até a próxima.

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