Três jogos para Emerson Sheik: exagero

Antero Greco

11 de maio de 2015 | 17h32

Quando Emerson foi expulso no jogo com o São Paulo, na rodada final da fase de grupos da Libertadores, comentei que houve exagero. O árbitro Sandro Meira Ricci avaliou com extremo rigor o totó do corintiano no calcanhar esquerdo de Tolói. O zagueiro são-paulino, na dele, fez um teatro danado, como se tivesse sido quebrado pelo adversário.

Na época, assim como agora, não considerei o lance para punição severa. Um cartão amarelo, acrescido de uma advertência, estaria de bom tamanho. Coisas piores acontecem num jogo de futebol nem por isso merecem atenção da arbitragem. Não mudei de opinião e a sustento.

Ok, o episódio poderia restringir-se à suspensão automática de praxe, já cumprida por Emerson na primeira partida com o Guaraní paraguaio. Mas a Conmebol resolveu ampliar a punição para três jogos, o que significa ausência do rapaz na quarta-feira, de novo contra o Guaraní, e na primeira partida das quartas de final, desde que o Corinthians avance na Libertadores.

Exagero no vermelho, exagero agora também. A Conmebol fecha os olhos para incidentes graves em estádios, ignora pedradas em jogadores e trios de arbitragem, finge que não existem constrangimentos para visitantes, encena rigor de mentirinha. Vem com lição de moral num lance tosco, moleque, e carrega nas tintas.

Não considero Sheik um “bom moço”; ao contrário, é do tipo malaco, tinhoso, que consegue provocar rivais. Esquece o fairplay, como a mordida em jogador do Boca na Libertadores de 2012. Mas, pagou pela fama e não pela intensidade na carga sobre o Tolói.

A falta de critérios faz a gente ficar com pé atrás. Como, aliás, quase tudo que vem da Conmebol.