Torcedor corintiano, festeje à vontade

Antero Greco

01 Novembro 2015 | 19h54

Torcedor do Corinthians, não se reprima e comece a festejar desde já, pois o título de 2015 é seu. Depois dos 3 a 0 da tarde deste domingo, em BH, não há como o Atlético-MG tirar a diferença. Faltam cinco rodadas e são 11 pontos de vantagem. Impossível supor reviravolta. O carimbo oficial é mera formalidade, virá dia mais, dia menos. Provavelmente já no sábado, contra o Coritiba.

Um tempo atrás, quando se falava demais em arranjos e maracutaias, ficou alguma dúvida no ar a respeito da legitimidade da liderança corintiana. O Atlético se sentia prejudicado (e foi, em alguns episódios) e pairava incerteza. O tira-teima no Independência esclareceu pontos obscuros, se ainda houvesse algum. Os alvinegros paulistas estão em fase superior aos mineiros.

A superioridade do Corinthians se viu na forma como se comportou, do início ao fim. Não adianta o papo de que o placar foi rigoroso e que houve equilíbrio. Não houve, não. O Galo deveria propor o jogo, porque era dele a necessidade da vitória – e só a vitória lhe servia.

O Corinthians esperou, para ver o que ia acontecer. E não aconteceu nada. O Atlético passou o primeiro tempo a meio caminho entre atacar e o temor de levar gol no contragolpe. Com isso, mal incomodou Cássio, assim como Victor ficou só assistindo ao jogo. O 0 a 0 era ótimo para o líder.

Tudo mudou no segundo tempo, quando o Corinthians deu a entender que iria para o tudo ou nada, já que o Atlético não se decidia. A prova veio com descida de Malcom com 15 segundos. E se consolidou com os gols, do próprio Malcom, de Vágner Love e de Lucca.

Gols que surgiram naturalmente e à medida que o Atlético acusava o golpe da missão impossível. Não houve nada a fazer, a não ser aceitar a realidade, dura realidade, de que o Corinthians é hoje um bloco compacto, harmonioso, difícil de ser rompido.

O Galo é valente, sem dúvida. O Corinthians é o melhor time do Brasil na atualidade. Por isso, vai colocar no peito a faixa de campeão nacional. Pela sexta vez na história.