Palestrinos perdem a paciência. Demorou…

Antero Greco

24 de outubro de 2015 | 23h35

A torcida mandou recado nada sutil, na derrota do Palmeiras para o Sport por 2 a 0, na noite deste sábado no Pacaembu: ou reage no meio da semana diante do Flu, na Copa do Brasil, ou acabou o apoio no que resta da temporada. Os palestrinos cansaram de decepções, sobretudo nas últimas semanas, com as constantes oscilações do time, nas duas competições. Jogadores e o técnico Marcelo Oliveira têm sido cobrados e já ouvem as primeiras vaias.

A opção de colocar mistão em campo não funcionou, ao contrário da semana passada contra o Avaí. Desta vez, o adversário era mais poderoso, voltou a embalar na competição e teve o controle do jogo. Os reservas repetiram o que têm feito os titulares e abusaram da ligação direta entre defesa e ataque, prato cheio para armar contragolpes.

O Sport induziu o Palmeiras a esse tipo de comportamento e tirou proveito, a ponto de criar algumas chances ainda no primeiro tempo. Numa dessas arrancadas, Marlone marcou um belo gol  aos 16 minutos. Houve esboço de reação da turma da casa, sem muita convicção.

Marcelo mexeu na equipe, no intervalo, e voltou com Zé Roberto e Dudu nas vagas de Matheus Salles e Allione. Depois, também tirou Mouche para colocar Gabriel Jesus. Tudo tentativa de reequilibrar, sem êxito, pois o Sport dobrou, com pênalti sofrido por Diego Souza e cobrado por André aos 13 minutos.

Ali acabou o jogo. Mesmo com tempo suficiente para apertar – e até que fez –, o Palmeiras esbarrou em defesas de Danilo Fernandes e nos seus próprios erros. O Sport também teve ao menos duas ocasiões para marcar o terceiro.

O panorama confuso rebateu logo nas arquibancadas. Foi quando veio o aviso de que a cobrança na quarta-feira será pra valer. Pois se trata de última chance de o Palmeiras fechar o ano sem acumular mais fiascos. Pois, se sair fora da Copa do Brasil, ficará difícil até cavar o quarto lugar no Brasileiro. Mais constrangedor: são 12 derrotas, para 14 vitórias e seis empates.

E daí, vai repetir-se a rotina já conhecida do palmeirense: ano que vem sem grande perspectiva, enquanto os rivais corintianos estarão na Libertadores. É muito para a autoestima alviverde.

 

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