Uma defesa linda de Prass, o saldo de Palmeiras x Santos

Antero Greco

24 de março de 2013 | 19h55

Mentira se alguém disser que não teve quase nada de aproveitável no 0 a 0 entre Palmeiras e Santos, na tarde deste domingo, no Pacaembu. Teve, sim. Um lance esteve à altura da tradição do duelo: aos 35 minutos do primeiro tempo, Giva deu uma cabeçada quase na pequena área, que não entrou porque Fernando Prass no chão fez defesa antológica. Parecia aquela de Banks, em lance do Pelé, na Copa de 1970!

Nossa, o que a gente não faz para enxergar algo de bacana numa partida que, fora algumas jogadas cá e lá, foi de uma mendicância técnica tremenda. Os dois times já não são grande coisa. Sem alguns titulares, como Neymar, Montillo, Marcos Assunção, Henrique, Valdivia, ficam ainda mais comuns. E limitados.

E isso ficou exposto no confronto acompanhado por público pequeno. O Santos escancara cada vez mais a dependência de Neymar, o que é bom e ruim. Bom, porque poucos têm o privilégio de contar com um jogador desse quilate. Ruim, por não haver no restante do elenco astros de primeira grandeza. O grupo de Muricy Ramalho também tem vários jovens (tirando os veteranos da defesa), mas nenhum talento superior.

O Palmeiras compensou suas debilidades com empenho, garra, luta e aquelas coisas todas que se espera de qualquer profissional decente, em qualquer profissão. Mas não se pode cobrar jogadas de efeito ou criativas de um meio-campo com Márcio Araújo, Charles, Leo Gago ou mesmo Wesley. Não mesmo. Nem grande coisa de atacantes como Caio e Vinicius, com potencial, mas verdes, com o perdão do trocadilho.

Acrescente-se a isso o fato de que os dois times certamente estarão na próxima fase do Paulistão e está montada a receita para mais um jogo modorrento do torneio estadual. E ainda faltam cinco rodadas para o encerramento desta fase. Mamma mia!

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