Vai entender o SP…

Antero Greco

17 de setembro de 2015 | 23h04

Em diversas ocasiões, afirmei que o São Paulo é uma grande incógnita. Nunca se pode afirmar com certeza o que poderá apresentar. Essa sensação é reforçada na prática, com resultados imprevisíveis, como o empate por 0 a 0 com a Chapecoense, na noite desta quinta-feira,  no Morumbi.

A equipe de Juan Carlos Osorio oscila mais do que Bolsa de Valores. Num momento, bate o Inter com autoridade (2 a 0). No seguinte, perde para o Santos sem ver a cor da bola (3 a 0). Em seguida, viaja para Porto Alegre, para encarar um Grêmio embalado e… ganha por 2 a 1. Um vaivém tremendo.

Daí, apresenta-se em casa, diante de um rival na zona intermediária ou mais próximo da turma do desespero. O bom senso indica outro resultado positivo e um pé firme, fincado no G-4. Bola a rolar e… decepção. O São Paulo voltou a ter desempenho apagado, sonolento e amargou empate sem gol. Mas, o torneio é tão doido que ainda assim o tricolor ficou com o quarto lugar, porque o Flamengo perdeu para o Coritiba (2 a 0, em Brasília).

O primeiro tempo poderia ser cancelado, pois não fez falta nenhuma. A Chapecoense ficou atrás, satisfeita com o empate, enquanto o São Paulo nãos e ajudava e deu um chute apenas a gols. Sem Ganso, vetado em cima da hora, o meio-campo foi morno como o restante do time e do próprio jogo.

Um pouco melhor na segunda parte, por causa de dois lances mais atrevidos da Chapecoense logo no reinício. Mexeu um pouco com a vontade tricolor, que forçou o ritmo, ameaçou Danilo, para em seguida cair na mesmice e voltar a ser modorrento.

Pato ficou muito aquém das últimas partidas e pouco fez. Luis Fabiano, que voltava de contusão, não acrescentou grande coisa, as jogadas de perigo rarearam e no final sobraram vaias.

Vaias do público, autocrítica de Rogério Ceni e amargura de Osorio, que lamentou a postura da torcida, por apoiar menos do que se espera. E ainda mostrou-se espantado com o clima conturbado de bastidores, com trocas de acusações entre grupos políticos do clube.

O São Paulo “diferente”, de fino trato e nobre parece ter ficado no passado.

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