Vaquinha pra comprar jogador? Nem por sonho!

Antero Greco

28 de fevereiro de 2012 | 16h37

Vamos partir do princípio de que cada um faz o que quiser do dinheiro que lhe pertence. Você sabe como ganha sua graninha, conhece onde aperta o calo e usa seus reais como lhe apraz. Portanto, não tem de me dar nenhuma satisfação. Quem controla nosso dindim somos nós mesmos ou o Imposto de Renda, que não dorme no ponto.

Isto posto digo que jamais me verão depositar um centavo sequer, na conta de seja lá quem for, para comprar jogador de futebol. Considero uma distorsão sem tamanho participar de “vaquinha” para um time investirem contratação. Partoda máxima secular de que, se um clube está de olho num profissional, que se organize para tal. Ou com o que tiver em caixa ou com empréstimos de banco ou dos tais investidores.

O que não vale é pedir dinheiro para a torcida para tornar um negócio viável, como tentaram sem sucesso o Corinthians (no caso do Cristian) e o São Paulo (na história do Nilmar). Agora vem o Palmeiras, com essa campanha para arrecadar R$ 21 milhões pelo Wesley. Sob o rótulo de ousadia e modernidade, ou com sigla em inlgês, escondem na verdade uma tremenda cara de pau e incompetência para administrar recursos. Não daria nada nem para trazer o Messi ou o Cristiano Ronaldo. Imagina para o Wesley, bom jogador como milhares que há por aí.

Se fosse pra democratizar, por que não perguntar ao torcedor que jogador ele preferia? O clube é quem determina quem interessa e ao fã só cabe apresentar o cartão de crédito. (Se bem que, repito, não botaria a mão no bolso por isso.) O torcedor não participa de nenhuma etapa da negociação. A ele cabe apenas o papel de encher o cofrinho. Assim é fácil fazer investimentos. Basta dizer quanto precisa e o povo paga.

 Mais curioso é o retorno para os investidores amadores nessa empreitada: a recompensa será “criativa” (está no site) e jamaisem dinheiro. Porque não dizem o mesmo para os “investidores profissionais”, aqueles que compram direitos federativos até de bebês? Esses não entram em nenhuma jogada sem a certeza de que adiante recolherão o deles, com lucro. Ah, mas no caso da torcida se trata de ação benemérita. Sei…

Como disse, cada um usa suas moedas de acordo com seus gostos. Prefiro fazer doações para instituições sociais e de assistência – e há muitas sérias – do que afagar ego de cartolas e contribuir para o bolso de empresários, intermediários e quetais.

 

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