Venezuela cumpre papel de sparring

Antero Greco

14 de outubro de 2015 | 00h45

A Venezuela comportou-se, em Fortaleza, como se esperava. Ou seja, não passou de sparring para a seleção, na segunda rodada das Eliminatórias para a Copa de 2018. Sem dar grande trabalho, caiu por 3 a 1 e permitiu à equipe do Brasil ajustar um pouco a imagem, riscada nos 2 a 0 para o Chile, na semana passada, na estreia da etapa de classificação.

O Brasil teve mudanças, em nomes e na forma de atuar. Dunga optou por três alterações – Alisson, Filipe Luis e Ricardo Oliveira nas vagas de Jefferson, Marcelo e Hulk – e ordenou à equipe que fosse à frente. Certamente nem ele nem os mais entusiasmados poderiam prever que com menos de um minuto haveria a vantagem – Willian abriu o marcador com 36 segundos.

A vantagem fez bem demais à turma da amarelinha. Com pressão diminuída, os jogadores se soltaram. Os laterais desceram com frequência (Filipe Luís criou o lance do segundo gol), Elias esteve um pouco mais à frente, Douglas Costa e Oscar movimentaram-se, Ricardo Oliveira abriu espaços, arriscou chutes a gol e deixou a marca dele, ao fechar o placar na etapa final.

Willian, o destaque em campo, ainda dobrou a conta no primeiro tempo. Fora isso, buscou jogo, caiu pelos dois lados, armou. Enfim, firmou-se como titular, ou ao menos essa é a tendência. Luiz Gustavo de novo foi o cão de guarda eficiente no meio-campo.

A folga no resultado seria maior, se Douglas Costa não mandasse bola na trave no começo do segundo tempo.  A seleção deu uma relaxada, tomou gol da Venezuela, mas reagiu ao susto e desfez o nó com Ricardo Oliveira. Com tempo para observações de Dunga,  ao colocar Lucas Lima e Kaká em campo.

Resumo da ópera: o Brasil fez a obrigação, que era despachar a Venezuela. Nesse  quesito, foi ok. As mudanças também indicam rumos para a equipe, que tende a evoluir. Só não se pode achar que a seleção está pronta, é a maior e coisas do gênero. Até Dunga sabe disso.

 

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