Vida longa à cigana*

Antero Greco

06 de dezembro de 2015 | 01h26

Fabiana Diniz estava triste, mas aliviada, em sua casa na cidade de Guaratinguetá. Era o dia 3 de junho. O susto tinha passado. O risco de uma trombose tinha sido afastado. Não poderia disputar os Jogos Pan-americano de Toronto, mas logo voltaria à seleção brasileira.

“Eu estarei no mundial”, garantiu a jogadora da seleção brasileira de handebol numa tarde chuvosa.

A outra promessa quem fez foi dona Neusa, a mãe de Fabiana. “Quando as dores na perna aumentaram e ela foi levada às pressas ao hospital, eu fiz uma promessa a Frei Galvão”.

Fez… cumpriu e a mulher da camisa número 2 estava na tarde deste sábado defendendo novamente o Brasil na estréia do Campeonato Mundial, contra a Coréia do Sul, na cidade de Kolding, na Dinamarca.

Fabiana Diniz não é uma jogadora qualquer. É campeã do mundo, tricampeã pan-americana e tem o apelido de Dara, porque as companheiras de quadra a achavam parecida com a cigana protagonista da novela “Explode Coração”, que foi um tremendo sucesso.

Mais: Dara é líder, capitã da seleção. E como tal marcou o primeiro gol do Brasil no mundial. O jogo contra as coreanas foi tenso e não fosse a goleira Babi e suas defesas maravilhosas dificilmente o Brasil não teria perdido na estréia. Aliás, depois de uma defesa inacreditável de Babi, a seleção nacional chegou ao empate a um segundo do encerramento da partida: 24 a 24 – gol salvador de Ale.

Além de prever sua volta no mundial, a cigana Dara viu em sua bola de cristal particular a conquista do bicampeonato do mundo e a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

É esperar e conferir.

O segundo jogo da seleção será segunda-feira contra o Congo.

*(Com reportagem de Roberto Salim.)

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