Vitória dá novo gás ao Palmeiras

Antero Greco

14 de abril de 2011 | 01h22

Houve um momento, no segundo tempo do jogo que o Palmeiras fez no ABC Paulista, em que a torcida começou a cantar algo como “rumo à Libertadores”. Essa reação otimista pareceria coisa de maluco, algum tempo atrás. Agora, não. O futebol que o time de Felipão apresenta pode não ser exuberante, mas é equilibrado, eficiente, a ponto de torná-lo candidato ao título da Copa do Brasil sem que soe como presunção.

O Palmeiras seguiu no Estádio Bruno José Daniel o roteiro traçado para o primeiro semestre: sistema defensivo seguro e bom contra-ataque. Tem dado certo no Campeonato Paulista, mostrou-se decisivo diante do Santo André. Venceu por 2 a 1, sem sufoco, e está a um passo das quartas de final. Daí, a esperança de seus fãs de que possa conquistar o título e voltar, em 2012, ao torneio continental.

O Santo André expôs suas limitações, que o levaram ao rebaixamento na Série A-1 paulista, e tentou segurar o Palmeiras na marcação forte. Resistiu até os 21 minutos, quando Kleber cobrou pênalti que havia sofrido. O goleiro Neneca defendeu, mas a rebatida sobrou para o próprio Kleber; dessa vez, mandou para o gol.

Dali em diante, o Palmeiras passou a cozinhar o galo, ou melhor, o Ramalhão. A defesa não foi incomodada, enquanto Valdivia, Kleber e Luan faziam bom trabalho no meio e na frente. Mesmo sem forçar a barra, veio o segundo gol, aos 24 minutos da etapa final. De novo, como consequência de pênalti: Kleber bateu, Neneca pegou de novo. No escanteio, a bola sobrou para Kleber marcar, de barriga. Anderson descontou aos 43, mas a zebra não passeou no ABC.

O resultado reforça a autoestima do Palmeiras, que começou o ano em baixa. A maré está mansa e o gás renovado. Por falar em gás: a partida foi suspensa por vários minutos, no segundo tempo, por causa de gás lacrimogêneo lançado em torcedores, fora do estádio, mas que desnorteou jogadores, comissões técnicas e árbitros. Coisa doida…

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