Vitória para aliviar o Internacional. Ufa!

Antero Greco

26 de fevereiro de 2015 | 22h34

Amigo colorado, talvez você tenha ficado apreensivo em algum momento do jogo com a Universidad de Chile, na noite desta quinta-feira. Se isso aconteceu, não vou culpá-lo nem dizer que é pessimista. Sei que o Internacional não tem empolgado neste mês e alguns dias de temporada e ainda restou a imagem da derrota na estreia na Libertadores.

Mas os 3 a 1 sobre a equipe chilena, no Beira-Rio, servem ao menos para dar aliviada no grupo e um respiro para Diego Aguirre. O técnico anda pressionado, sente que acenderam o fogo e só falta colocar a batata para assar. Vitória, como sempre, ajuda a descontrair. Para amainar de vez, só batendo o Grêmio, no clássico de final de semana, também em casa.

O Inter não foi magnífico e, por alguns instantes (poucos), teve pressão da U. de Chile. Foi após sofrer o gol e o placar baixar para 2 a 1, no segundo tempo (Canales aos 21 minutos). Fora isso, dominou, com todos os defeitos que ainda apresenta, e ganhou a primeira na competição. Está em segundo lugar no grupo e depende só de si para seguir adiante.

Gostei do atrevimento de Aguirre, ao começar com Vitinho, D’Alessandro, Eduardo Sasha e Jorge Henrique, a surpresa da noite. Era meio-campo/ataque para pressionar. E foi o que fez, com altos e baixos, com aperto. Tanto que o gol de abertura saiu só aos 45 minutos (D’Alessandro, de pênalti).

Ao aumentar a vantagem, com Jorge Henrique aos 16 da etapa final (daí já com Alex em campo), pareceu encorpar-se, até sentir os nervos com o gol de Canales. Dali até os 32, quando Eduardo Sasha fechou a conta, deu certo frio na espinha. Houve temor do empate.

Isso demonstra que o Inter não se sente totalmente seguro, por vários motivos. A volta ocorrerá com sequência de resultados positivos e com a estabilização geral. Mas já dá para acreditar em roteiro melhor na Libertadores.