Vasco à espera de milagre e Goiás avança

Antero Greco

22 Agosto 2015 | 20h49

O segundo turno mal começou, mas a rotina do Vasco é a mesma: perder, sofrer, amargurar a torcida. O mais recente capítulo do calvário cruz-maltino apareceu no começo da noite deste sábado, com os 3 a 0 para o Goiás, no Serra Dourada. Com o resultado (13.ª derrota em 20 jogos), manteve-se na lanterna da Série A, com 13 pontos, a 7 do Figueirense, o primeiro fora da zona de descenso e que ainda hoje recebe o Sport.

A situação já é desesperadora, mesmo com 18 rodadas pela frente. Numa conta simples, o Vasco precisa de 30 pontos nos 54 que tem para disputar, para livrar-se do terceiro rebaixamento em menos de uma década. Como até agora, em 20 só conseguiu 13, a saída está em milagre, ou numa revolução espantosa que Jorginho consiga promover em pouco tempo.

O duelo com o Goiás mostrou o quanto há de desespero no Vasco. Assim como em apresentações anteriores, não conseguiu coordenar-se, não criou, não finalizou. Os jogadores sentem-se inseguros até para um simples drible.

Sem contar que perdem a cabeça, como aconteceu com Jorge Henrique, que levou vermelho por revidar entrada estabanada de Bruno Henrique, que tomaria o cartão amarelo de qualquer jeito. O juiz Luis Flávio Oliveira foi rigoroso com Jorge, mas um atleta experiente como esse não pode vacilar a tal ponto. Ainda mais que veio como esperança de maturidade para o time.

O Goiás liquidou o desafio no primeiro tempo, com gol de bicicleta de Zé Love e com pênalti cobrado por Erik. Definiu a conta com outro pênalti chutado por Erik, cometido por Rodrigo, aos 30 do segundo tempo e que também lhe valeu a expulsão. Com duas vitórias por 3 a 0 em seguida, o clube goiano saltou para 22 pontos e começa a fugir da zona do perigo. Com méritos.

Não há como colocar na conta do árbitro o vexame – os pênaltis aconteceram. Talvez só a expulsão de Jorge Henrique. Isso não justifica nem alivia o péssimo momento do Vasco, em novo ensaio para a Série B.

O mais doloroso é ver como continua a ser administrado como time pequeno. E não é de agora. Seguidas administrações ruinosas o levaram a esta situação. Respeito não voltou a São Januário. Ao contrário, um símbolo do futebol brasileiro continua a ser desrespeitado.