Vasco empata com SP. E reclama um pouco

Antero Greco

18 de outubro de 2015 | 18h25

Eurico Miranda rodou a baiana duas vezes, durante a semana. Mais espinafrou arbitragem e CBF do que falou do time. Neste domingo, o dirigente não teve (muito) do que reclamar, pois foi a vez de o Vasco ser beneficiado por erro do apito. Mesmo assim, parou no São Paulo, ficou no empate por 2 a 2, no Morumbi, e segura a lanterna do Brasileiro.

O clássico que já valeu o título nacional foi movimentado e teve, na soma de erros e acertos, o Vasco até melhor do que o tricolor. Apesar do susto que levou com menos de um minuto e que desembocou no gol são-paulino, marcado por Luís Fabiano. Parecia que iria repetir-se filme velho, com mais sofrimento para Jorginho e seus rapazes.

Engano. O Vasco equilibrou o jogo e, a partir da metade do primeiro tempo, superou os donos da casa. Merecia chegar ao empate – e chegou, mas com erro: o juiz Dewson Freitas marcou pênalti de Matheus Reis, em lance normal. O zagueiro ainda levou vermelho. Nenê empatou.

O Vasco deu uma relaxada no começa da etapa final e viu o São Paulo crescer. Depois, acordou, pressionou, se valeu do fato de ter um a mais em campo, criou chances e virou com Rodrigo, de cabeça, em cobrança de escanteio aos 17 minutos. Para não quebrar a rotina, jogadores reclamaram de pênalti, pouco antes do gol, em bola que bateu na mão de Luiz Eduardo, na área tricolor.

O São Paulo penou para evitar outros gols, Doriva fez alterações para repor fôlego (Kardec entrou no lugar de Luís Fabiano, que fez apenas o gol) e, na insistência, veio o empate com Rodrigo Caio aos 43 minutos.

Resultado desagradável para os dois lados. Mais para o Vasco, que tinha três pontos nas mãos, volta para casa com um, tem 29 no total e se mantém no Z-4. Com um consolo, a distância para sair do bolo da degola diminui. Resta esperança nas sete rodadas finais.

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