Vasco pode salvar-se. Mas o pênalti…

Antero Greco

29 de novembro de 2015 | 20h44

Amigo vascaíno, entendo a angústia e o alívio que sente neste momento. Tensão porque ainda existe o perigo do rebaixamento e esperança de salvação. O time parecia morto, dois meses atrás, e agora vai para a última rodada com possibilidade de manter-se na Série A, se fizer a parte dele e se Avaí e/ou Figueirense tropeçarem. Estou com você, sou solidário.

Mas, aqui entre nós: o pênalti do qual surgiu o gol solitário e salvador no clássico com o Santos foi mandrake. Nenê caprichou na encenação e Pedro Vauden foi na dele. O goleiro Vanderlei saiu para defender, não pegou o atacante, que saltou por cima e caiu espetacularmente. Cobrou, marcou e deixou o time em vantagem que segurou até o final.

Não convence a alegação de que ocorreu “ação temerária do goleiro”. Isso é muleta para justificar a decisão do juiz. Se Vuaden não marcasse nada, diria que não houve falta ou que, no máximo, deveria optar por tiro livre indireto (que considero teria sido a alternativa mais adequada). As regras deixam sempre escapatórias para os árbitros.

Não significa que o Vasco não tenha feito o suficiente para vencer. Fez, e desde o começo. Só no primeiro tempo, teve chances claras com Jorge Henrique, Riascos e com o próprio Nenê. O Santos deu pouco trabalho – e, quando chegou perto do gol, Martin Silva mostrou segurança. No segundo tempo, a equipe paulista sumiu em campo.

O Vasco venceu na raça, no suor, na água, foi a 40 pontos, numa recuperação extraordinária. Talvez nem os fanáticos pudessem imaginar que encontraria alguma brecha para manter-se vivo até a última rodada. Agora, tem de ganhar do Coritiba no Paraná e torcer por tropeços de Avaí e Figueirense. Complicado, mas não custa sonhar.

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