Zinho acerta ao apoiar Claudinei no Santos

Antero Greco

12 de agosto de 2013 | 21h46

Não sei se é apenas discurso diplomático de quem acaba de chegar. Mas gostei da postura de Zinho, novo gerente de futebol do Santos, ao afirmar que Claudinei Oliveira é o técnico efetivo da equipe e não o interino. Dessa maneira, o novo cartela trata de tirar sombras em torno do aproveitamento do treinador que substituiu Muricy Ramalho. Vamos ver até onde Zinho tem autonomia para bancar o que disse.

O argumento de Zinho, para evitar qualquer polêmica, é simples e óbvio: “Se foi colocado nessa função, é porque tem competência.” Evidentemente que esse meio é cheio de filigranas e tudo muda de uma hora pra outra. Não cravaria que Claudinei pode, a partir de agora, dormir sossegado e com a certeza da permanência pelo menos até o final do ano. Porém, o apoio em público já é um bom sinal.

Uma das situações mais desagradáveis do futebol é a condição de interino. Soa sempre como quebra-galhos, tapa-buracos para alguém da casa chamado para apagar incêndio e segurar a vaga até a contratação de um figurão. Mesmo que obtenha uma série de vitórias, raramente vai além do mandato-tampão. E dificilmente se firma.

Não sei, mesmo, se Claudinei entrará para a restrita galeria dos provisórios que convencem os dirigentes a dar-lhe, como promoção, o cargo de chefe de comissão técnica. Daqui a pouco pode ocorrer a mudança. Ultimamente, no entanto, tem mostrado personalidade, dá declarações que saem do lugar-comum.

Assim é bom; não precisa ser cordeirinho para manter o emprego a qualquer custo.

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