Brasil ganha do Chile. Hora de espremer a Laranja Mecânica

Estadão

29 de junho de 2010 | 15h24

Brasil X Chile: Em homenagem à vítima, comemoramos a vitória do Brasil com vinhos Carménère

Brasil X Chile: Em homenagem à vítima, comemoramos a vitória com vinhos Carménère

Mais um jogo do Brasil, hoje é dia de oitavas de final contra o Chile. Isso significa o dia inteiro no Media Centre do estádio Ellis Park, já que o jogo é às oito da noite. Tudo bem, não dá para reclamar. Mas não vou aguentar mais um dia à base de cachorro-quente: vou almoçar bem antes de ir.

Eu e Daniel vamos à deliciosa churrascaria Bull’s Run, pertinho do hotel. Não sei por que nunca havíamos vindo aqui, já que fica do lado do já tradicional Tivoli. O Tivoli é o favorito da equipe do Estadão, primeiro, porque é perto do hotel; segundo, porque fecha tarde. Um contra-filé de 500 gramas depois, é hora de ir para o estádio.

Brasil e Chile, mata-mata. Quem perder, volta para casa. E adivinha quem vai pegar o avião? Vou dar uma dica: eles falam espanhol e vão afogar as mágoas com excelentes vinhos Carménère.

O primeiro gol do Brasil é de Juan, de cabeça, depois de um escanteio cobrado por Maicon. Quando revi o jogo na TV, descobri que o narrador chamou o lance de ‘uma cabeçada deliciosa de Juan’, adjetivo que não entendi de onde veio e que deixa qualquer comentário do Galvão Bueno no chinelo. O segundo gol é de Luis Fabiano, após uma jogada que nasceu com Robinho e, depois, em um passe preciso de Kaká. E o terceiro gol é de Robinho, colocando com carinho a bola no canto do goleiro. Brasil 3, Chile 0.

Meus colegas dizem que, apesar da vitória, o Brasil ainda não mostrou um jogo muito consistente. Não sou especialista, por isso evito discutir com eles. Só sei de uma coisa: ganhar a Copa jogando feio não vai me incomodar nem um pouco. Foi assim em 1994 e o que ficou foi o título e a estrela acima do escudo brasileiro. Além disso, essa Copa do Mundo está tão equilibrada que temos uma grande chance de levantar a taça, já que não há nenhum time jogando um futebol sensacional.

Brasil rumo às quartas de final contra um adversário bem mais perigoso: a temida Holanda. Nunca entendi direito porque chamam a Holanda de Laranja Mecânica. Será que é porque o uniforme é laranja? Só pode ser. Afinal, só depois de tomar muitos Molokos alguém conseguiria ver alguma ligação entre o futebol holandês e o filme de Stanley Kubrick.

Como é que se diz ‘vamos espremer a laranja mecânica’ em zulu?

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