50 anos da Rainha Hortência
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50 anos da Rainha Hortência

miltonpazzi

23 de setembro de 2009 | 13h55

Oscar, Michael Jordan, Magic Johnson, Kareem Abdul-Jabbar, Kobe Bryant. A lista dos grandes jogadores que vi jogar é interminável, e nela se encontra a melhor jogadora de basquete: Hortência, que nesta quarta, dia 23, completa 50 anos de vida repleta de conquistas e algumas polêmicas.

Eu recordo com carinho a conquista do basquete masculino no Pan de 1987, em Indianapolis, mas prefiro ficar com as memórias do Pan de 1991, em Havana, com Hortência e Paula dando show e fazendo com que Fidel Castro se rendesse, pelo menos no âmbito esportivo.

Outra lembrança que guardo com muito carinho é a conquista do Mundial de 94, de longe a mais importante do basquete nos últimos 40 anos. Vencer da forma como venceu, diante das favoritas chinesas, é feito para super-heroínas. É impossível não se lembrar da respiração característica da Rainha nos lances livres. No total foram 13 acertos em 14 tentativas, e 27 pontos na vitória por 96 a 87 no dia 12 de junho, na Austrália.

Hoje, Hortência, que também coleciona a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de 96, em Atlanta, ocupa o cargo de diretora do basquete feminino, com a missão de reerguer a modalidade, no limbo pela administração um tanto polêmica pela qual a CBB passou nos últimos anos. O foco será a base; fazer com que meninas voltem seu interesse para o basquete. A missão será difícil, uma vez que o vôlei está mais presente nos sonhos das garotas.

Mas se tem alguém que pode recolocar o basquete feminino nos eixos é Hortência. Sem se preocupar muito se sua opinião é dura ou não, a Rainha do basquete já realizou mudanças na parte administrativa, além de convencer veteranas como Alessandra a voltar e dar apoio às jovens promessas.

No Hall da Fama do basquete desde 2005, Hortência, no entanto, coleciona um revés: Iziane. Principal jogadora brasileira no momento, a ala se recusou a voltar à seleção, pois ainda acha que a equipe deveria jogar para ela. Uma triste mentalidade para uma bela atleta, que deveria se espelhar na jogadora que estampou o número 4 pelo mundo afora, que, apesar de estrela, sempre soube dividir o palco com outros ícones como Magic Paula e Janeth. Mas hoje o palco é só da Rainha. Parabéns!

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