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A agressão de Serdan é o espelho da educação

miltonpazzi

02 de outubro de 2007 | 16h01

Uma agressão é totalmente condenável, independente da forma como se constitui. E todas são de forma covarde. A atitude de Paulo Serdan, presidente de honra da torcida Mancha Alviverde, com o técnico do sub-14 do Palmeiras (agressão por ter tirado o filho dele do time) reflete a mentalidade social de muitas das pessoas que levam os filhos para jogar em categorias de base (de qualquer esporte). Muitos fazem e fariam o que ele fez, infelizmente.

Querem que o garoto seja o melhor, o vencedor, mas o amor os cega. Aí vira perseguição, favorecimentos, acusações, enfim, tudo o que não ajuda nada e ninguém. Só prejudica. O próprio garoto, que mais do que nunca ficará marcado pelo caso – sim, vão sempre lembrar que é o moleque cujo pai bateu no técnico – e o Palmeiras, que terá de resolver um problema que não deveria existir.

Todos devem procurar saber qual é seu lugar na sociedade. E lugar de pai é na arquibancada, longe de quem está lá trabalhando, independentemente da opinião. Se estiver insatisfeito, é melhor, como diz o ditado, procurar outro lugar.

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