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Fogo depois da eliminação

Luiz Zanin Oricchio

02 Julho 2006 | 11h26

Depois do jogo, conversei com várias pessoas sobre desclassificação da seleção brasileira. Todos ficaram mais revoltados do que tristes. Ao mesmo tempo esperançosos. Torcemos para que o Brasil aprenda com os erros, admita que levou um baile mais uma vez de Zidane e repense vários de seus procedimentos. Sem me alongar: uma seleção que não cobra velocidade de seus laterais na marcação, que encara como natural seu camisa 10 estar se escondendo em campo (aliás, que fita era aquela na cabeça?) e faz pouco caso da falta de forma de seu atacante, não merecia ser campeã. Nenhuma tabela, nenhuma jogada ensaiada, nenhuma carta na manga para buscar o empate…
Dormi muito tarde, às 2h30 daqui, chateado com o Parreira e com as imagens do jogo em minha cabeça. Estava pegando no sono, uma voz no corredor: “Atenção, deixem imediatamente seus quartos, imediatamente!!!” Um dos apartamentos teve um princípio de incêndio e lá fui eu, três horas na rua, esperando o exagarado número de bombeiros resolver a situação.
Oito viaturas do Corpo de Bombeiros, nove carros da polícia. Isso porque nem fumaça consegui ver.
Se a noite não foi boa, acordar no dia seguinte e ver todo mundo falando da seleção brasileira, zombando de sua desclassificação, foi pior ainda. “A França jogou mais, é fato. Mereceu se classificar. Estão na semifinal as equipes que mostraram mais futebol”, disse o óbvio o auxiliar-técnico da Alemanha, Joachim Low.