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A Era Felipe Melo

Flávia Tavares

02 de julho de 2010 | 12h53

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O Brasil foi Brasil no primeiro tempo. Jogou fácil, tocou a bola, deixou os holandeses meio tontos, surpresos com o tal futebol bonito que nem Cruyff acreditava mais ser possível. Felipe Melo incorporou Ganso e enfiou uma bola para Robinho digna de Kaká. O Brasil abriu o placar e deu início ao que parecia ser seu jogo mais brilhante e fácil.

Mas só Deus sabe o que Dunga falou para esses meninos no vestiário. Ou, quem sabe, nem foi culpa dele e de suas palavras duras e motivadoras. O fato é que o time brasileiro voltou como se estivesse perdendo feio. Descontrolado, confuso, tenso. O toque de bola se perdeu. A vantagem no placar não acalmava os rapazes de Dunga. E num lance bobo, desses que a zaga sempre afaaaaaasta, Felipe Melo voltou a ser Felipe Melo e fez um gol contra. Ouvi alguém comentar que Júlio César falhou, mas eu não acredito em falhas do nosso goleiro-herói.

O que já era puro abalo emocional virou desespero. Sneijder fez o segundo, cabeceando depois de desvio depois de escanteio cobrado. E Felipe Melo, ele de novo, imbuído de muito espírito esportivo, resolveu não decepcionar seus críticos. Num ato de extrema violência, pisou no holandês, foi expulso e inaugurou a Era Felipe Melo na seleção. Robinho quase o acompanhou ao chuveiro, mas o árbitro japonês foi benevolente.

Dunga mostrou ao que veio e, com muita coragem, sacou um centro-avante e colocou outro. Será o benedito? Por que o Brasil não pode jogar todo no ataque, mesmo tomando a única virada da Copa? Não na Era Dunga+Felipe Melo.

Lúcio e Maicon ainda tentaram motivar seus companheiros, com gritos e garra. Não bastou. A seleção brasileira volta pra casa, trazendo na mala cartões vermelhos, descontroles emocionais, raiva da imprensa. E muita coerência.

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