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A COPA DOS LOGOS

Jotabê Medeiros

30 de junho de 2010 | 14h08

Além dos oito finalistas, três gigantes do material esportivo estão se digladiando nos campos da África do Sul para ver quem vai mais longe (garantia de exposição na televisão) e quem chega em primeiro (garantia de vendas sem limites pelos próximos quatro anos). São investimentos de milhões de dólares, gastos que serão amplamente resgatados nas lojas do mundo todo.
Segundo estimativa da empresa Initiative Futures Sport + Entertainment, a final da Copa do Mundo no dia 11 de julho terá a segunda maior audiência da TV na história – atrás apenas dos Jogos Olímpicos de 2008.
Boa reportagem no jornal Clarín mostra como estava o mapa do patrocínio nas camisas no início do Mundial. As maiores marcas eram Adidas (que vestiu 12 seleções: Argentina, Alemanha, Espanha, França, Grécia, Nigéria, México, África do Sul, Dinamarca, Japão, Paraguai e Eslováquia); Nike (que vestiu 9 seleções, entre elas a Holanda, o Brasil, os Estados Unidos, Portugal, Austrália, Sérvia, Nova Zelândia, Eslovênia e Coréia do Sul) e Puma (cobria 7 seleções: Uruguai, Costa do Marfim, Argélia, Camarões, Gana, Itália e Suíça).
Destas, a Adidas perdeu 5 na primeira fase e três nas oitavas de final (66,6%); a Nike, de suas nove, perdeu quatro na primeira fase e três nas oitavas de final (77,7%). E a Puma perdeu na primeira fase 5 de suas 7 seleções (71,4%). Outras marcas menos massivas estiveram presentes, como a inglesa Umbro, que caiu junto com a seleção de Fábio Capello, sua única patrocinada.
Entre os que vão se chocar nas quartas-de-final, o Brasil e a Holanda vestem Nike, a Argentina e a Alemanha vestem Adidas. O Paraguai e a Espanha também vão de Adidas. Uruguai e Gana vestem Puma – se estes dois últimos vencerem, um investimento milionário das gigantes do material esportivo vai para o ralo. Ou não: para a Adidas, que também patrocina a Copa, é investimento seguro (mas não para os trabalhadores da África: consta que a empresa está manufaturando suas bolas jabulani na Ásia). É lucro medido: bilhões de espectadores viram até agora seus símbolos exibidos em TVs do mundo todo, do Sri Lanka à Patagônia.
A FIFA projeta o faturamento de US$ 3,1 bilhões em patrocínios (Coca-Cola, Emirates Airline, Hyundai, Sony, Adidas e Visa) nessa Copa da África (o que inclui venda de direitos pelos próximos 4 anos), o que pode torná-la a mais lucrativa de todas até hoje.
O futebol está sendo visto, segundo a consultoria Initiative Futures Sport + Entertainment, por mais mulheres e por espectadores mais abonados.

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