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A força da camisa

Colégio Ofélia

10 de julho de 2010 | 17h46

Uruguai x Alemanha tinha tudo para ser um jogo triste e modorrento. De fato, a disputa de terceiro lugar não foi um primor de técnica, mas o talento de jogadores como Forlán, Schweinsteiger, Müller e as lambanças do goleiro uruguaio Muslera animaram a partida. Foram cinco gols, duas viradas e uma bola no travessão de Forlán no último lance da partida. No final, a Alemanha contrariou quem achava que o time entraria em campo desanimado após perder a chance de jogar a final. E levou o quarto terceiro lugar de sua história nas Copas.

Ao Uruguai, que tenta reerguer seu futebol, ficou a lição de que raça é importante, mas sem qualidade técnica é difícil sonhar alto em Copas. Lugano, que prima pelo vigor físico, jogou sem as condições físicas ideais. A defesa errou muito. O goleiro falhou em dois dos três gols. Já a seleção de Joachim Löw despediu-se com dignidade de uma Copa que poderia ter ganho. Sem Podolski, Klose e Lahm, a Alemanha mostrou opções no banco, mesmo que sem a qualidade dos titulares. O time fez 1 a 0, tomou a virada e teve forças para virar de novo, para 3 a 2. Não é para qualquer um. É para quem tem talentos, sangue frio e camisa. A base alemã é jovem e talentosa. Se bem trabalhada, chegará forte ao Brasil em 2014.

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