A hierarquia de Luxemburgo
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A hierarquia de Luxemburgo

miltonpazzi

27 de junho de 2009 | 11h31

Vanderlei Luxemburgo gesticula em partida Vanderlei Luxemburgo foi demitido do Palmeiras na noite de sexta-feira por causa da venda de Keirrison sob a alegação de quebra de hierarquia por ter dito publicamente que não aceitava a situação. Que o jogador deveria lhe dar satisfação. Ele está certíssimo nisso. O que ele não fala é que não é dono do time e o tratamento que ele exige não é recíproco.

Há tempos o técnico exige o comando total do futebol nos clubes em que trabalha. Quer resolver tudo, do mordomo ao médico. Os diretores que apenas assinem o cheque. E é aí que está o problema. É isso que tem tornado seu relacionamento com diretores cada vez mais complicados.

Numa empresa séria – coisa que nossos clubes estão longe de ser – ele presta satisfação sobre tudo. Luxemburgo faz isso. Só que é preciso perguntar se deve fazer ou não algo. E isso não lhe é habitual. A decisão é dele e só dele. O verbo correto deveria ser “a decisão tem de ser dele, com nossa opinião. Este foi, talvez, o principal problema que enfrentou no Real Madrid.

Luxemburgo é um dos técnicos com melhor visão de jogo neste País. Ainda é. Quem não ficou encantado com seu trabalho nos anos 90? A virada de século só lhe trouxe problemas. Está em decadência? Acho que não. O nível técnico de nosso futebol permite esses problemas.

A hierarquia que deve existir sabemos muito bem qual é. Ele só precisa ser técnico, se preocupar com o bom e velho “quem joga e quem não joga, como joga e não joga”. Nisso ainda é mestre.

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