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A síndrome da amarelada do futebol em Olimpíadas

miltonpazzi

23 Janeiro 2007 | 16h44

Parece que a medalha de ouro do torneio de futebol na Olimpíada será o título que o Brasil, o melhor do mundo na categoria, não vai conseguir tão cedo. A situação é complicada neste sentido, pois a seleção brasileira sub-20 está mal nesta fase final do Campeonato Sul-Americano e precisa de vitórias para ficar entre os dois primeiros – que são as vagas disponíveis no torneio.

O que mais incomoda, porém, é a “amarelada” que o time dá quando se fala em Olimpíada. Foi só associar esse tema ao Sul-Americano que a situação complicou. Neste torneio, a hegemonia é brasileira com folga. Um breve retrospecto das últimas cinco edições: em 1997 foi vice-campeão, em 1999 foi terceiro, em 2001 foi campeão, em 2003 foi vice, e em 2005 foi novamente vice. Ao todo, é octocampeão, com sete vices.

Agora, desde que todos souberam que o torneio se tornou olímpico, está tudo dando errado. A pressão, é claro que seria maior. De repente, o time passou a ter a atenção da mídia. Aí é que tem que entrar o trabalho do técnico. Por enquanto, parece que isso não está acontecendo. No que se refletiu isso? O time se envolveu em uma briga – e não adianta só culpar o árbitro – e perdeu jogadores por causa disso. Está claro uma certa inexperiência geral.

E nem é preciso lembrar o retrospecto do Brasil quando se fala de Olimpíada. Nunca foi campeão e caiu feio em 2000, além de sequer passar do Pré-Olímpico em 2004 – todos com seleções fortes. Só espero que a Conmebol não mude de idéia quanto à validade do torneio se o Brasil não se classificar. Afinal, a Olimpíada será em 2008. Ou seja, tempo existe.