A tradição ganhou
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A tradição ganhou

Eliana Silva de Souza

22 de dezembro de 2006 | 12h46

Tostão, na década de 60, e Geovanni, este ano: a torcida escolheu o modelo antigo

A torcida do Cruzeiro votou na tradição, e o clube terá apenas as estrelas que formam o Cruzeiro do Sul no uniforme de 2007, em vez do distintivo completo do clube, que vem sendo usado desde 2003. A opção com as estrelas, e sem a coroa, que representa a Tríplice Coroa obtida em 2003 (os títulos do Mineiro, da Copa do Brasil e o inédito Brasileirão), foi escolhida por 53% dos mais de 13 mil torcedores que participaram da votação no site oficial, nas últimas duas semanas.

O escudo foi criado em 1943, quando o clube se tornou Cruzeiro e abandonou o nome Palestra Itália, assim como fizera o Palmeiras no ano anterior. Em 1959, o clube decidiu usar apenas as estrelas na camisa, e foi assim que o Cruzeiro se tornou conhecido em todo o país – foi assim que, em 1966, comandado por Tostão, o time conquistou a Taça Brasil de 1966, goleando o Santos de Pelé por 6 a 2.

Em 2000, a diretoria novamente mudou de idéia e reaproveitou o escudo. Dois anos depois, voltaram as estrelas, e com elas o time venceu o Mineiro e a Copa do Brasil em 2003, para em seguida voltar o escudo, presente na conquista do Brasileirão e até o fim deste ano. A coroa, que tem presença obrigatória no uniforme desde 2004, segundo o estatuto do clube, ficará em outro lugar.

“Fiquei surpreso, mas o resultado prova que a torcida estava com saudades das estrelas soltas. Os dois símbolos, na minha opinião, são muito bonitos, mas a pesquisa vem confirmar que temos uma administração democrática e que a participação e a força da nossa torcida são fundamentais para o nosso sucesso”, disse o presidente Alvimar Perrella, num arroubo de falta de modéstia.

Quem está com saudades, no entanto, vai ter de esperar um pouco mais, porque a fabricante, a Puma, só deve apresentar o novo modelo no fim de fevereiro.

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