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Agora a Copa de 2014 é para valer

miltonpazzi

31 de maio de 2009 | 17h57

O mistério, que não era tanto assim, terminou, e as 12 sedes da Copa do Mundo de 2014 foram divulgadas pela Fifa neste domingos, nas Bahamas.

A definição das sedes, no entanto, é apenas o primeiro passo de muitos que o País e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) terão pela frente. Os projetos das cidades ainda apresentam falhas e os recursos prometidos pelo Governo Federal servem apenas de alento, uma vez que, como sabemos, a política fala mais alto e o andamento das construções e reconstruções dos estádios podem ser comprometidos.

O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, disse que o Brasil tem 5 anos para mostrar que pode sediar uma Copa do Mundo. O momento é de festa, mas amanhã já começa o trabalho.

BENEFÍCIOS
Eventos de grandes proporções são sempre bem-vindos, desde que bem organizados. Até o momento, vários números sobre possíveis benefícios para a economia brasileira foram lançados, mas nada que venha a garantir que o recurso investido venha a trazer lucro. É óbvio que uma Copa do Mundo trará benefícios como melhorias no transporte, mas é preciso um planejamento social, que tenha como fundo a Copa, e não o contrário.

Adoraria ser otimista de carteirinha e imaginar que tudo dará certo, mas há quanto tempo você espera por um Campeonato Brasileiro decente, com inovações e melhorias na infraestrutura? Temos um longo caminho pela frente, principalmente na filosofia de como o futebol pode se tornar um espetáculo. Neste caso, recomendo um profundo estudo a respeito da Premier League, da Inglaterra, ou a NFL, dos Estados Unidos.

MENTALIDADE
Não é apenas a mentalidade dos dirigentes que precisa mudar. O torcedor brasileiro precisa mudar. Precisa parar de torcer apenas pelo seu clube e começar a apreciar o esporte e seu contexto. É fácil perceber que muitas das confusões que acontecem em estádios são por causa de facções de torcidas, que deixam de lado o esporte e deixam fluir nossa herança territorial. A questão é ser superior ao outro, e não simplesmente apreciar o toque de bola em campo.

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