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‘Agora quem dá a bola é o Santos… ‘

miltonpazzi

27 de março de 2008 | 03h28

Mais pacato e pensando em sua aposentadoria, Emerson Leão assumiu um Santos em transição e com dificuldades financeiras. Chateado pelos reforços trazidos, principalmente os estrangeiros, o treinador matinha um discurso modesto e realista.

Leão pagou caro por isso. Chegou a ter sua demissão requisitada por membros de uma torcida organizada, assim como membros da diretoria santista, mas o presidente do clube, Marcelo Teixeira, manteve sua posição em relação ao treinador que formou o elenco que viria a ser o campeão do Brasileirão de 2002.

Obviamente com peças aquém daquelas utilizadas em 2002, como Diego e Robinho, Leão manteve seu trabalho e, aos poucos, viu o Santos crescer no Paulistão de uma forma inesperada pela imprensa e boa parte da torcida santista.

E, mesmo diante de uma série de jogos complicada, o Santos provou, após a vitória por 2 a 1 diante do Corinthians, que está vivo na luta por uma das vagas à semifinal do Paulistão. A tarefa ainda é difícil, mas para um time, que deixou a zona de rebaixamento para figurar entre os primeiros em menos de dois meses, tudo é possível.

Mesmo que o Santos não consiga sua classificação às semifinais, Emerson Leão merece um destaque louvável pelo trabalho que desenvolveu. O treinador santista nunca foi unanimidade, mas desta vez não consigo enxergar críticas plausíveis ao trabalho realizado neste momento.

EM CONTRAPARTIDA…
O gol que deu a vitória ao Santos trará muita discussão, já que Kleber Santana trombou com o zagueiro Carlão, dando-lhe a oportunidade de receber o passe livre para marcar seu 11.º gol no Paulistão.

O técnico Mano Menezes, assim como dirigentes do clube, não pouparam críticas ao árbitro Sálvio Spínola Fagundes Filho por não marcar a falta do atacante santista. Espero, no entanto, que o foco da derrota não seja a jogada, mas sim um alerta feito neste blog semanas atrás: o treinador corintiano precisa encontrar uma maneira mais eficiente para o meio-campo armar jogadas e municiar o ataque.

Muitos de vocês dirão que o time criou boas jogadas diante do Santos. Verdade. Isto, porém, é esporádico e uma equipe, como o Corinthians, não pode contentar-se em ter Perdigão com seu armador. O mesmo vale para Herrera. Raça é bom, mas qualidade é fundamental.

LÍDER ESPERADO
O Palmeiras sofreu para vencer a Portuguesa, mas conseguiu. A equipe de Luxemburgo assumiu a liderança provisória e já está com uma vaga na semifinal, a não ser que alguma catástrofe aconteça.

A equipe é a favorita ao título, mas favoritismo, na hora da decisão, não conta muito, ainda mais se for diante de um rival histórico. Luxemburgo sabe disso e tenta conter a euforia da imprensa e da torcida, mas a pressão por títulos no Palestra Itália é grande e a expectativa simplesmente não pode ser contida. Vamos ver qual será a reação de alguns jogadores deste elenco no decorrer da competição.

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