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Ainda a seleção do Dunga

Luiz Zanin Oricchio

07 de fevereiro de 2007 | 16h34

Volto um instante ao assunto, porque o que me irritou mais não foi tanto a derrota, mas a maneira como o Brasil perdeu. A vitória de Portugal não me espantou porque era o time mais entrosado, melhor e mais motivado que o do Brasil, o de ontem pelo menos. Agora, o que chateia é a falta de criatividade da equipe. Pouquíssimas jogadas de gol, nenhum lance digno de nota, em especial no medíocre segundo tempo. O time leve, solto e ousado, cheio de ginga e irreverência, era o outro, de camisa grená. Felipão, pasmem, chegou a jogar com três atacantes e Quaresma teve sua noite de Ronaldinho Gaúcho.

Durante o Mundial da Alemanha escrevi que se aquela Copa mostrava alguma coisa era a dissolução da poderosa escola de futebol sul-americana, com os fracassos de Brasil e Argentina. Hoje, em sua coluna (provavelmente escrita antes do jogo), Tostão diz o seguinte: “O antigo conceito de que o futebol brasileiro é diferente, mais leve, mais bonito, mais habilidoso, de mais dribles e de mais tabelas, precisa ser revisto. O futebol está globalizado na maneira de jogar e na estrutura física dos atletas”. Estamos ficando sem referência.

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