As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Ao mestre com carrinho

Oscar Quiroga

05 de junho de 2006 | 10h45

Na principal praça de Stuttgart, montaram para a Copa uma espécie de “mega-feira” do futebol, voltada principalmente para as crianças. É como um parque de diversões temático. Fizeram até uma mini-quadra de futebol society, como uma gaiola: três garotos de cada lado, sem lateral, tiro de meta, nem nada. A bola só pára quando é gol.
E pára pouco, viu? Os pequenos Franz e Fritz corriam como loucos (mas sem dessarrumarem o penteado “moicano mauricinho”, como o do atacante Lukas Podolski), mas gol que é bom, nada.
O negócio deles parecia ser distribuir “carrinhos”. Quem já jogou futebol soçaite sabe o quanto dói cair e ralar na grama artificial, mas os alemãezinhos não estavam nem aí. Era carrinho pra cá, carrinho pra lá. Os pais, do lado de fora da “gaiola”, pareciam gostar. O garoto dava o carrinho e olhava para o mestre: “Viu aquilo, pai?”
Tive que me segurar para não gritar, em português mesmo: “Pára com isso, garoto! Futebol é de pé! Segura a bola, ela é tua amiga, trata com carinho!”
Não ia adiantar. Eles não saberiam o significado de um “pedala, Fritz!”

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.