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Brasil e Argentina, caminho difícil; Venezuela, a lanterna, tudo para ir à decisão

miltonpazzi

15 de fevereiro de 2007 | 01h03

Numa rápida análise do sorteio da Copa América nesta quarta-feira, o caminho do Brasil para conquistar seu oitavo título é complicado. A partida de estréia, contra o México, deve ser a mais difícil do Grupo B; depois tem o Chile, que está em má fase, e o Equador, que pode vir a atrapalhar, pelos bons resultados que tem conquistado nos últimos anos.

Se garantir o favoritismo, classificando em primeiro, o Brasil pode pegar a Colômbia, já que o primeiro do Grupo C deve ser a Argentina. É aí que mora o perigo: o confronto nas semifinais com os arqui-rivais seria inevitável, pois fariam a outra semifinal da chave.

É por isso que o caminho para a Venezuela, que não tem nenhuma tradição no futebol, está facilitado. Cabeça de chave por ser a sede do torneio, enfrentará Bolívia, Peru e Uruguai na primeira fase. Só terá problemas se for a segunda colocada do Grupo A – aí pode pegar uma Argentina. Senão, fica com o caminho aberto para a final.

Uma seleção que, em 46 jogos na história do torneio, só ganhou uma partida. Uma! E, conseqüentemente, sempre é lanterna do grupo. A tabela é dirigida, sabemos disso, mas a Conmebol poderia “pesar” melhor antes de definir facilidades para o time da casa.

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